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O Blogue da Mafalda

Somos todos normais, até termos filhos!

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Reunião Geral de Pais 2017/2018

Fui à reunião de Pais do colégio da Mafalda.

Bom, de acordo com a responsável, a resposta dos pais foi satisfatória por isso estamos de parabéns, não somos um caso perdido. Sim senhor, é assim mesmo!

Quem estava a presidir a reunião quis ouvir as sugestões dos pais para este ano lectivo e foi aí que a coisa começou a correr mal. A reunião estava condenada ao fracasso.

Parece que os pais - em especial uma mãe doravante designada "pessoa estranha" -  andam um pouco baralhados em relação ao papel do colégio na vida dos filhos: Acreditam piamente que estes seres humanos que nem sabem limpar o rabo devem começar desde cedo a trabalhar para receberem um Nobel. A responsável explicou que algumas das propostas acarretariam um esforço financeiro que nem todos os pais estariam dispostos a fazer, ao que a pessoa estranha respondeu "se soubesse que seria essa a resposta, não teria perdido tempo a pensar".

 

Conclusão nº1: Pensar sobre assuntos relacionados com os nossos filhos é uma perda de tempo.

 

A reunião prosseguiu e, nem sei bem como, veio à baila um grupo de Facebook criado pelas representantes dos pais - nas quais eu não votei, pois a votação foi antes de a Mafalda entrar no colégio - que, supostamente serve de veículo de comunicação. A responsável ficou ligeiramente zangada ao saber que não podia fazer parte desse grupo (mesmo tendo 2 crianças a frequentar o colégio), uma vez que era alvo de comentários menos simpáticos. Claro que ficou chateada por ter mau feitio, os pais não têm culpa nenhuma.

 

Eu não estava no grupo simplesmente por ser uma pessoa cuja existência todos desconhecem, excepto a malta dos Serviços Financeiros que nunca se esquece de me cobrar a mensalidade.

 

Perdemos imenso tempo com a temática "Facebook", com a pessoa estranha (que, vai-se lá saber como, até é uma das representantes dos pais) a defender-se dos ataques de várias pessoas, inclusive um pai que fez o favor de ler uma mensagem desse grupo em que falavam de um forno avariado.

 

Conclusão nº2: Não importa se a comida é boa ou má. Os pais só querem saber do estado de saúde do forno.

 

Mas nem tudo são parvoíces. Foram abordadas questões relacionadas com a segurança e...Aparece uma mãe com vontade de empatar-nos a todos! Ora bem, segundo a senhora é impossível falar com as educadoras, pois nunca atendem o telemóvel. A senhora em questão disse isto num tom ligeiramente elevado e quase fiquei com a sensação de que estava a assistir a um combate de boxe. Ou a uma discussão numa peixaria.

boxe.gif

 

 

Eu também gostava de poder descarregar as minhas frustrações nas educadoras. Mas que culpa têm as desgraçadas de eu ter casado com um homem que me tira do sério? 

 

No meu entender, temos de ter duas coisas em conta quando vamos a uma reunião de pais:

 

1) Estou a pensar no que é melhor para o meu filho, ou trata-se de um capricho meu?

2) Se o meu filho estivesse presente nesta reunião, sentiria vergonha da minha intervenção?

 

E as mães - nem todas, claro - só olhavam para os seus umbigos, esquecendo-se do que era realmente importante para as crianças.

 

Eu não fico zangada se não me atenderem o telemóvel por estarem a cuidar dos miúdos. O contrário é que seria de condenar!

 

Todos os dias entrego a Mafalda aos cuidados daquelas educadoras e sei que é bem tratada. O filme que foi para arrancá-la ontem do colégio foi a confirmação disso mesmo. Ela gosta lá estar.

Eu não estou preocupada se a minha bebé aprende inglês ou se faz ioga. Eu quero que ela coma - mesmo que a comida não seja confeccionada no forno que virou cadáver - durma e brinque. Brinque muito. Porque nestas idades aprendem-se muitas coisas a brincar e, corrijam-me se estiver errada, a interagir com os seus pares. Talvez seja mais importante do que fazer a posição flor de lótus enquanto respira só com um pulmão.

 

Conclusão nº3: Não sei se esta reunião foi uma perda de tempo ou o melhor estudo social de sempre. Mas uma coisa é certa: Estarei presente na próxima!

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