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O Blogue da Mafalda

Somos todos normais, até termos filhos! | Por Ana Fagundes Lourenço

O Blogue da Mafalda

Somos todos normais, até termos filhos! | Por Ana Fagundes Lourenço

Sab | 30.09.17

Nova etapa: Colégio!

Ana Fagundes Lourenço

A Mafalda passou o mês de Setembro em casa com a avó. Pensei que a transição ama-casa fosse correr pelo melhor, mas as minhas expectativas foram defraudadas: A Mafalda deixou de ter rotinas, começou a dormir mal, tornou-se pouco sociável e, arrisco-me a dizer, que tem dias em que está com um feitio que ninguém a sofre. A avó fez o melhor que pôde, mas a Mafalda - que estava habituada a conviver diariamente com outros meninos - aceitou mal o facto de passar os dias sozinha com uma pessoa adulta.

A meados do mês percebemos que tinha mesmo de ir para um colégio, antes que rebentasse uma revolução em nossa casa, e começámos a procurar fora do nosso Concelho de residência (percebem o nosso desespero?).

 

Quem diz que os bebés devem ficar em casa até aos 3 anos, não sabe do que fala.

 

Pois bem, depois de muito procurar, pedinchar e rezar a todos os Santos, recebi um telefonema com uma notícia maravilhosa: Há uma vaga para a nossa filha! Não sei se foi de alegria ou do desespero acumulado, mas quase chorei.

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Reunimos com a educadora na Quinta-feira (28.09.2017). Explicou-nos o modo de funcionamento do colégio, os horários e tirou-nos todas as dúvidas. Assinei a papelada e fomos conhecer as instalações. Pessoas, até ouvi os anjos cantar aos meus ouvidos. Que colégio lindo! E mais: As crianças não tinham ar de traumatizadas. Isso é positivo, muito positivo.

 

Segunda-feira vamos começar do zero: Novo meio, novos amiguinhos, novos horários.

Se por um lado estou feliz, por outro estou preocupada. E se não a entenderem? Se ela se sentir abandonada? Se não lhe derem consolo quando ela mais precisar? Tento não dramatizar, mas não é fácil.

É nossa convicção de que isto é o melhor para a nossa filha. Agora é esperar que corra tudo bem.

 

Ter | 19.09.17

Sim, a maternidade leva-nos tudo

Ana Fagundes Lourenço

Assim que engravidamos perdemos a identidade.

Deixamos de ter nome e passamos a chamar-nos "Mamã". As amigas deixam de querer saber como estamos e passam, apenas, a perguntar pelo "bebé". Durante a gravidez olham somente para a barriga e esquecem que temos...uma cara. Enfim, penso que qualquer mãe entende aquilo que quero dizer.

Depois da gravidez, nasce a cria, o rebento, o herdeiro, whatever. E continuamos a ser apenas "mamã" ou "a mãe de fulano". E a nossa vida passa a girar à volta daquele ser pequenino que trouxemos ao mundo: Comemos quando dá - jantei muitas vezes em 5 minutos enquanto embalava a rapariga - dormimos quando deixam, vemos televisão se Nossa Senhora de Fátima nos conceder esse milagre e mesmo assim andamos com um sorriso na cara porque os nossos bebés são o melhor de nós.

Eu tolero isso tudo e de boa vontade. Se há papel que ADORO na minha vida é o de mãe. A sério, sou daquelas mães babadas que acham que os seus filhos são, realmente, os melhores da sua rua. Ou do bairro, vá. Agora o que considero ser um abuso por parte da minha filha é o roubo da identidade no youtube. Sim, leram bem. Anda uma pessoa a educar o youtube para o estupor assimilar o bom gosto musical e um dia depara-se com isto:

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 Não te perdoo Mafalda, não te perdoo.